segunda-feira, janeiro 09, 2012

God of War, a minissérie em quadrinhos



Eu demorei bastante para jogar os games da série God of War, ainda faltam os de psp, mas deu para ver o quanto que esse game revolucionou toda a indústria. A maioria dos games de ação/aventura, atualmente bebem dessa fonte. E por ter me tornado um grande fã dos games, fiquei muito empolgado com a minissérie que a DC produziu. Hoje vocês saberão o que eu achei dela.

Essa minissérie foi produzida em 2010 através da parceria entre a Sony e a DC/Wildstorm, é composta por 6 edições, com o roteiro pelo Mark Wolfman e a arte do italiano Andrea Sorrentino. Ano passado a minissérie chegou aqui pela Panini no formato encadernado.

Quanto a arte

É muito legal, não sei como descrever as ilustrações do Sorrentino, é muito diferente de tudo que já vi no mundo dos quadrinhos. O uso de muita sombra, texturas muito bem feitas e cores fortes. Apesar de tudo tender do cinza ao negro, ou outras cores frias, nos momentos de ação as cores mais quantes aparecem.

As sombras e as cores da maioria das ilustrações

O mundo de Kratos é bem decadente e sem graça, a julgar pelas cores, isso durante os momentos em que não há combate ou os deuses não aparecem. Tudo é muito sombrio, sem graça e sem vida. Parece que o combate é o importante do mundo deles, a guerra, a violência, a luta pela sobrevivência, dá vida ao cenário.  

O sangue dando cor ao cenário

Os deuses também possuem cores nesta hq, interpreto que eles por serem os elementos mais importantes, manipulando os mortais em seus jogos egoístas, transformando o mundo como bem querem, são mais "coloridos" que os mortais pois são maiores que os mesmos, não são uma breve existência num mundo sem sal. 

Ares

Admito que em algumas cenas, dependendo da iluminação do ambiente, seja complicado enxergar com clareza o que está acontecendo na história, mas isso não torna a leitura ruim.


Quanto ao roteiro

A história se passa num momento entre o primeiro e o segundo game. Kratos já como deus da guerra vai em busca da Ambrosia de Asclépio (deus da cura). No entanto esta não é a primeira vez que o fantasma de Esparta, faz essa jornada. Temos aqui uma série de flashbacks mostrando o motivo e como foi a primeira jornada do protagonista em busca desse tesouro. 

O local onde se encontra a ambrosia

Como o game é basicamente uma pancadaria desenfreada, com algums puzzles e uma história simples, porém bem feita, a hq não poderia querer ser mais do que isso. Simplesmente não cabe aqui. E foi o que fizeram, um roteiro simples e bem feito. Pode não ser perfeito, como nada nessa vida. 
Temos aqui mais uma aposta entre os deuses olímpicos, Ares, Hades, Posseidon, Ártemis, Apolo e Hermes, escolhem seus representantes na terra e os dão motivos para todos irem atrás da ambrosia, os mortais são colocados em confronto para ver qual o deus que escolheu melhor seu representante. Essa parte da história faz parte dos flashbacks do Kratos, a narrativa principal, em segundo plano temos a jornada atual do novo deus da guerra em busca da ambrosia novamente. Porém o motivo da busca atual só é revelada no fim da revista. 

Hades

Portanto não espere uma graphic novel histórica, única e revolucionária, é uma publicação para entreter (o que não desmerece a mesma), com a intenção de fazer mais propaganda da franquia, simplesmente. 

A história é muito fiel ao game, Kratos está lá com toda sua ignorância, amor/pesar pela sua família, egoísmo, etc. Para quem conhece God of War irá gostar, o roteiro com certeza se encaixaria como um futuro game como o Chains of Olympus e o Ghost of Esparta. 

Criaturas gigantescas não poderiam ficar de fora.

Tive a sensação de estar vendo o game em quadrinhos, boa parte dos personagens que encontramos lá está na hq. Os deuses, a família de Kratos, o bárbaro rival (Alrik), criaturas gigantescas, os sátiros malditos, minotauros, e etc. Vale salientar que todas as partes da hq tem uma narração de um observador de fora da história, como nos games, na minha cabeça quando eu lia esses "balões" ouvia aquela voz idosa que narra as "cgs" do God of War 1 e 2.


Concluindo

Se você já jogou algum dos games da série, como o I ou II, vai gostar muito da hq porque é uma visita ao mundo do game. O roteiro adapta muito bem o que conhecemos do God of War para essa outra mídia. A arte do Sorrentino combinou bem com a narrativa. 

No fim das contas é isso, uma boa adaptação de um game para os quadrinhos, quem só conhece o game de "ouvir falar" pode não gostar pela simplicidade da história. Mas os fãs com certeza irão gostar, revisitar o mundo dessa série de games é sempre bom. Isso é, antes do Kratos acabar com todos os deuses do Olimpo.

3 comentários:

* Andhora Silveira * disse...

Eu vi muitas críticas negativas quanto à essa HQ. Mas fiquei curiosa em conhecê-la, só poderei ter uma opinião quando ler.

Pelo pouco que vi, a arte se apresenta em um estilo bem diferente... Eu achei interessante. Quero ver se o roteiro da HQ é tão bom quanto ao do game :)

Rodrigo Galhano disse...

Achei a premissa boa, mas foi mal aproveitada.

Bob Mota disse...

Andhora, o roteiro daria para fazer um game. Até achei que eles iam o usar um dos roteiros dos games para PSP, mas não foi isso o que aconteceu.
Rodrigo, eu também achei fantástico a premissa de uma hq do God of War. Até porque os fãs estão órfãos dessa franquia após o terceiro game. Eu também achei que a história poderia ser maior e mais bem desenvolvida.

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